Observatório

protestos, levantes e movimentos de dissenso

Proposta

  O Observatório foi criado em julho de 2011 com o propósito de reunir e analisar eventos, textos e notícias referentes aos diversos movimentos sociais tanto na Europa, nosso foco inicial, quanto ao redor do mundo. Nossa ideia nasceu de uma necessidade latente em procurar compreender porque egípcios, gregos, chilenos e israelenses marchavam simultaneamente em nome de uma nova forma de se fazer política. Nosso objetivo é, portanto, iniciar uma análise de conjuntura capaz de superar os tímidos limites do jornalismo, que constantemente setoriza os fatos sem reconhecer seu quadro geral, e servir como banco de dados organizado para futuras publicações acadêmicas.

  Em nossa pesquisa, percebemos que alguns movimentos mais organizados não só reconheciam suas propostas em países vizinhos como já articulavam alianças e manifestações conjuntas. Significa dizer que muito antes desta nova modalidade de protesto transnacional estourar em eventos impossíveis de serem ignorados pela mídia internacional, ja se articulavam novos meios de estabelecer aliança, demonstrando uma maturidade política inédita.

  Da carência em reconhecer o que tais movimentos tinham em comum, reunimos nesse espaço um apanhado de informações, classificadas majoritariamente por país.

  É importante reconhecer que, de um modo geral, tais manifestações se articulam fatalmente a um projeto específico de globalização em crise desde 2008. Ou melhor, na recusa da uniformidade oferecida por essa globalização. Das reformas educacionais no Chile às insurreições em Londres, encontramos rostos, lemas e propostas análogas. Em suas diferenças transitam ressonâncias e pontos de conflito ao propor reformas tão profundas que terminam por revelar a obscenidade nos limites do possível desse projeto de globalização. Talvez não seja um equívoco incluir o que ficou popularmente conhecido como a Primavera dos Povos Árabes no mesmo contexto.

  De certa forma, a demanda por reformas democráticas também reivindica uma inclusão de seus povos numa outra dinâmica global. Significa recusar o rótulo teocrático e antimoderno, assumindo uma face até então invisível às subjetivações da globalização: a de que populares se articulavam não como fundamentalistas religiosos irracionais, mas como sociedade civil estruturada através de movimentos políticos modernos, seculares e democráticos.

  Assim, o Observatório procura ampliar os limites de sua investigação sem que, com isso, se torne uma publicação exclusivamente acadêmica. Em muitos casos podemos mencionar e direcionar o leitor para artigos e análises mais elaboradas, entretanto, nossa proposta e compromisso é com um público que se estende dos especialistas aos simples interessados na questão.

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